Marcos Lisboa | Gastamos muito, mas gastamos mal no Brasil

1

O debate econômico usualmente contrapesos desenvolvimentistas, que defendem maior participação do Estado, e liberais, que criticam o tamanho excessivo do setor público e suas intervenções fracassadas.

Por um lado, o Estado tem o papel de garantir as oportunidades de promoção e promover o bem comum. Por outro lado, como tentativas de governo estimular o desenvolvimento, por meio de estatutos ou de subsídios ao setor privado, foram induzidos na última das últimas medidas.

Esse debate, no entanto, ignora um aspecto essencial: uma ineficiência do setor público no Brasil.
O governo gasta mais do que outros países emergentes, mas os resultados decepcionam. Apesar de despesa com educação aumentada de 3,9% do PIB em 2000 para 6,2% em 2015, continuamos com baixos indicadores de aprendizado no ensino médio.

Algo semelhante ocorreu com o percentual de pessoas abaixo da linha de pobreza, que caiu menos do que a maioria dos salários com índices semelhantes em 1995.

Não é por falta de dinheiro.

A carga tributária passou de 24% do PIB em 1991 para 33% em 2018, tornando-se uma das maiores entre os emergentes. A despeito disso, temos uma maior vida pública , resultado do crescimento expressivo da despesa.

No caso dos estados, essa expansão contínua é registrada, principalmente, pelos benefícios por tempo de serviço e aposentadorias precoces, que inflam a folha de pagamentos.

A sua despesa com pessoal subiu 50% da receita corrente líquida em 2008 para 63% em 2017 , com Salários em média 31% maiores que recebem pessoas com formação semelhante no setor privado, sem contar com a aposentadoria mais benevolente.

A reforma da Previdência • permitido que os estados elevem o tempo mínimo de serviço e a alocação de contribuição dos servidores.

Dos 26 estados, por, 23 cartazes aumentaram o tempo de atividade dos militares, alguns fizeram mudanças de temperatura, outros nada aprovaram depois da reforma. Entre eles està £ o Minas Gerais , que atrasa o pagamento de salários, e o Rio de Janeiro, que nà £ o tem recursos para cuidar da saúde e proteger o plano de recuperação acordado com a União em troca da suspensão do pagamento de dívidas.

Governadores com dificuldade de pagar suas obrigações concedidas recentemente reajustam os salários. Tribunais de justiça se valem de auxÃlios e indenizações para garantir contracheques bem acima do teto constitucional.

Nesta crise , em que lucros desabam e Trabalhadores perdidos no emprego , o Supremo determinou que os salários dos servidores não podem ser reduzidos .

O tema não deve ser mais ou menos Estado, mas sim para o governo, que custa muito para a cidadania, falha tanto para servir a sociedade.

https://www1.folha.uol.com.br/colunas /marcos-lisboa/2020/06/gastamos-muito-mas-gastamos-mal.shtml,, image,